África é a Terra-Mãe, a terra vermelha, da gente colorida passeando descalça, é a terra dos sorrisos, da dança, dos cheiros, das crianças às costas das mães, dos homens bebendo chá debaixo dos pés de mango, da vida por todos os lados. É infância, é princípio, é de onde vimos. É o continente que abraça. Quem já esteve em África pode entender perfeitamente o que quero dizer com abraça. É uma das primeiras sensações que se tem ao chegar, um abraço quente e húmido, apertado, colado, que corta a respiração.
Se tivesse que definir o planeta Terra como um Homem em todas as fases da sua vida, diria que África é a Infância, o imediato, o instinto, a intensidade de viver no presente, sem armazenar nem planificar, respondendo às necessidades essenciais do corpo.
Diria que a América do Norte é a adolescência. Apesar de nunca ter posto os pés nesta metade do planeta, concebo-a como aquela fase histérica, sedenta de afirmação, criativa e inconsequente ao mesmo tempo.
A Europa seria a idade adulta, o homem ético, o homem responsável, que trabalha para sustentar as suas necessidades (muitas delas desnecessárias), o homem que racionaliza, que se preocupa com o futuro, que tem mulher e filhos e se senta no sofá a descansar com um jornal na mão ao final do dia.
E, finalmente, a Ásia, a velhice, a maturidade e ao mesmo tempo o retorno a um modo de ser mais primitivo e essencial, mas desta vez com o peso do passado e com toda a sabedoria que vem com ele.
A América latina, não sei... talvez a juventude... entre os 20 e os 30... Acho que tenho vaguear um pouco por lá para perceber...
Neste momento caminho para África, como venho do país dos eternautas (os eternos nautas) estou ainda na infância, apesar de já ser muito velha.
Se tivesse que definir o planeta Terra como um Homem em todas as fases da sua vida, diria que África é a Infância, o imediato, o instinto, a intensidade de viver no presente, sem armazenar nem planificar, respondendo às necessidades essenciais do corpo.
Diria que a América do Norte é a adolescência. Apesar de nunca ter posto os pés nesta metade do planeta, concebo-a como aquela fase histérica, sedenta de afirmação, criativa e inconsequente ao mesmo tempo.
A Europa seria a idade adulta, o homem ético, o homem responsável, que trabalha para sustentar as suas necessidades (muitas delas desnecessárias), o homem que racionaliza, que se preocupa com o futuro, que tem mulher e filhos e se senta no sofá a descansar com um jornal na mão ao final do dia.
E, finalmente, a Ásia, a velhice, a maturidade e ao mesmo tempo o retorno a um modo de ser mais primitivo e essencial, mas desta vez com o peso do passado e com toda a sabedoria que vem com ele.
A América latina, não sei... talvez a juventude... entre os 20 e os 30... Acho que tenho vaguear um pouco por lá para perceber...
Neste momento caminho para África, como venho do país dos eternautas (os eternos nautas) estou ainda na infância, apesar de já ser muito velha.